07 de junho de 2026
Quanto economiza uma big boom 36m híbrida vs diesel: cálculo por modo de operação
Como a Dingli BA36HRT híbrida realmente consome energia: bateria de 62 kWh, modo gerador e recarga em tomada. Comparativo aberto com big boom diesel pura, em 3 cenários de canteiro.

Em resumo: uma big boom diesel pura de 36m consome 5 a 8 litros por hora com o motor em operação. A Dingli BA36HRT híbrida é outro animal: opera em modo 100% elétrico com bateria de 62 kWh, e o motor diesel é gerador de apoio (só liga pra recarregar a bateria ou suportar pico de demanda). No canteiro com tomada disponível, o consumo de diesel cai pra zero em parte significativa do mês. Sem tomada, o motor Deutz vira gerador e ainda consome 70-75% menos que uma big boom diesel pura no mesmo ciclo. Considerando 100h/mês de operação, a economia mensal fica entre R$ 2.700 e R$ 3.500 dependendo do acesso a ponto elétrico no canteiro. Embaixo, o cálculo aberto com cada premissa declarada.
A pergunta que o cliente faz no primeiro telefonema
"Quanto eu economizo trocando minha big boom diesel pela híbrida?". É uma das três perguntas mais frequentes na cotação de plataforma de grande altura — e a resposta correta não é "depende". É um número, com cenário e premissa explícitos.
Este artigo abre a conta. Mostra como a BA36HRT realmente funciona (bateria, modo elétrico, modo gerador, recarga em tomada), compara com a faixa de consumo de big booms diesel concorrentes (Genie S-125, JLG 1350SJP, Haulotte HT43RTJ), e modela 3 cenários reais de canteiro — com ponto elétrico, sem ponto elétrico, e misto.
Se ainda está em dúvida entre elétrica pura, híbrida e diesel, vale ler antes o nosso comparativo de motorização: plataforma elétrica, híbrida ou diesel: qual escolher e quanto custa por hora. Aqui o foco é estritamente em big boom 36m, onde a escolha entre híbrida e diesel pura é onde o dinheiro fica.
Como a BA36HRT consome energia de verdade

O erro comum é olhar a BA36HRT como "uma diesel que gasta menos". Ela não é. É uma máquina elétrica com motor diesel como gerador de apoio. A arquitetura muda o cálculo.
Os três modos de operação
A máquina alterna automaticamente entre três modos, segundo o software de gestão de energia da Dingli:
| Modo | Quando | Combustível consumido | Bateria |
|---|---|---|---|
| 100% elétrico | Operação normal: subida, descida, posicionamento, jib, rotação | Zero diesel | Descarrega (kWh) |
| Gerador (range extender) | Bateria abaixo do limiar (~20-30%) OU pico de demanda (deslocamento longo, levantar carga máxima) | Diesel L/h em rpm de carga | Recarrega ou mantém |
| Recarga em rede | Máquina plugada na tomada industrial do canteiro (220V monofásico ou 380V trifásico) | Zero diesel | Recarrega (kWh da rede) |
Em obra com tomada disponível, o modo gerador raramente é acionado — a equipe pluga a máquina no fim do turno, ela recarrega de noite, e roda o dia todo em elétrico. Sem tomada, o motor diesel vira gerador e recarrega a bateria pontualmente. Em qualquer cenário, o motor diesel nunca aciona diretamente a tração ou os cilindros como faz uma big boom diesel pura.
Os dados da máquina pelo datasheet oficial Dingli
Datasheet oficial Dingli BA36HRT (versão Hybrid, edição 2024-09, arquivo da frota Almape):
- Altura de trabalho: 36,20 m
- Motor Diesel Deutz TD2.9 L4: 55,4 kW a 2600 rpm (4 cilindros, 2,9 L)
- Bateria de lítio: 173 Ah × 358,4 V = 62 kWh de capacidade total
- Tanque de diesel: 100 L (compare com 130-280 L das diesel puras — primeiro sinal de que diesel aqui é coadjuvante)
- Sistema de acionamento: hidrostático Rexroth
- Peso total: 22.050 kg
Fonte: catálogo oficial Dingli BA36HRT (2024-09), arquivo da frota Almape.
Premissas de consumo elétrico — declaradas
A Dingli não publica L/h nem kWh/h da BA36HRT — é prática comum no segmento híbrido, porque o número depende muito do ciclo. Trabalhamos com premissas conservadoras da literatura técnica de hybrid boom lifts (Genie XC, JLG H340AJ, Snorkel A38JE-H têm faixa pública comparável):
- Bateria utilizável: 53 kWh (85% de profundidade de descarga sobre os 62 kWh nominais — padrão lítio industrial pra preservar vida útil)
- Consumo médio em modo elétrico: 6 kWh/h em ciclo misto de canteiro (subida, descida, posicionamento, deslocamento lento, idle). Faixa da literatura: 4 a 7 kWh/h. Estimativa não publicada pelo fabricante.
- Duração da bateria: 53 ÷ 6 ≈ 8,8 horas de operação elétrica por carga completa
- Tempo de recarga em tomada 220V monofásica industrial: ~8 horas (padrão segmento, carregador onboard ~7-8 kW)
- Tempo de recarga em 380V trifásica: ~3,5 horas
- Consumo do Deutz TD2.9 em modo gerador: consumo específico tipico família TCD 2.9 em carga ótima de genset ≈ 240 g/kWh. Densidade diesel S10 ≈ 0,84 kg/L → ~0,29 L de diesel por kWh elétrico gerado. Curva pública Deutz para a família TD/TCD 2.9; aplicação específica em BA36HRT pode variar ±10%.
Para recarregar os 53 kWh utilizáveis em modo gerador: 53 × 0,29 ≈ 15,4 litros de diesel por recarga completa. Comparado com uma big boom diesel pura rodando direto pela mesma janela de operação (6 L/h × 8,8h = 53 L), é economia de ~70% mesmo no pior cenário (sem tomada nenhuma).
A big boom diesel pura — referência de mercado
Big booms diesel de 36 a 44m operam com motores de 55 a 75 kW (Deutz Tier 4 final ou Perkins), tanques entre 130 e 280 litros. O motor roda continuamente durante todo o turno em uso — sobe, desce, posiciona, desloca, idle.
| Modelo | Altura trab. | Motor | Tanque | Consumo típico |
|---|---|---|---|---|
| Genie S-125 | 40 m | Deutz/Perkins 55-74 kW | 151 L | 5 a 7 L/h |
| JLG 1350SJP | 41 m | Deutz Tier 4 ~74 kW | 132 L | 6 a 8 L/h |
| Haulotte HT43 RTJ | 43 m | Deutz 55 kW Tier 4F | 130 L | 4 a 6 L/h |
| Skyjack SJ86T | 28 m | Deutz 55 kW | 132 L | 4 a 6 L/h |
Faixas extraídas de catálogos dos fabricantes e benchmark consolidado IPAF/EquipmentWatch para uso em obra típica (ciclo misto: deslocamento + posicionamento + operação em altura).
Para o cálculo abaixo usamos 6 L/h como média ponderada da indústria para big boom diesel pura na faixa de 36-44m, enquanto o motor está ligado. É a referência conservadora do mercado de locação.
Preço do diesel e do kWh — junho 2026
- Diesel S10: R$ 6,15/L (piso da faixa ANP de R$ 6,15 a R$ 6,80/L em junho de 2026). Usar o piso garante que a economia da híbrida seja defensável mesmo no cenário mais favorável à diesel pura.
- kWh classe industrial: R$ 0,75/kWh (média ponderada nacional, classe industrial baixa/média tensão em 2026). Referência consolidada ANEEL/EPE; tarifa real varia por distribuidora, bandeira e modalidade tarifária.
A pegadinha do "200 horas por mês": quanto a máquina realmente roda?

Antes do cálculo dos 3 cenários, o ponto que separa estimativa defensável de número inflado: uma big boom alugada não tem o motor ligado 200 ou 240 horas por mês. Tem dia de obra parada, espera de operador, manutenção, posicionamento sem combustão. Quem só olha o número da ficha técnica e multiplica por 8h × 22 dias erra a conta pra cima — e quebra a credibilidade do orçamento no primeiro confronto com o histórico do horímetro do cliente.
O que importa pro cálculo de combustível é hora de motor (ou bateria) efetivamente em uso, não hora alugada.
Os benchmarks consolidados do setor (United Rentals e Ashtead/Sunbelt em filings públicos 10-K e 20-F; IPAF Powered Access Rental Market Report; ARA Rental Market Metrics; EquipmentWatch Annual Utilization Reports) convergem em três indicadores:
- Time utilization (horas faturadas / horas disponíveis no mês): tipicamente 60 a 72% para aerial work platforms nos mercados maduros.
- Engine-on ratio em boom lift telescópica grande porte: 40 a 60% do tempo de locação.
- Horas anuais de operação efetiva para boom lift 30m+: 700 a 1.200 horas/ano, ou seja, 60 a 100 horas/mês em média, com picos pontuais de 140-180h/mês em obras de estrutura metálica.
Por isso, o cálculo abaixo usa cenário-base de 100 horas/mês de operação efetiva (motor ligado na diesel pura, ou bateria em uso na híbrida). Quem quiser converter pro próprio contrato, pega o histórico do horímetro da sua máquina, divide pelos meses, e roda a regra de três sobre os números abaixo.
Os 3 cenários de canteiro — agora pelo modo de operação
O modelo de cenários muda: não é mais só intensidade de uso (50/100/160h), e sim como a obra atende a recarga da máquina. Em todos os cenários abaixo, fixamos 100h/mês de operação efetiva pra comparar maçã com maçã. Quem quiser modelar 50 ou 160h, basta aplicar a regra de três.
Cenário 1 — Canteiro com tomada industrial disponível (modo ideal híbrida)
A equipe pluga a máquina na tomada do canteiro no fim do turno (ou no almoço, em obras de duas etapas). A bateria recarrega pela rede elétrica. O motor diesel da BA36HRT praticamente não liga no mês inteiro — só se houver pico de demanda esporádico.
Operação típica em 100h/mês:
- 100h ÷ 8,8h por carga ≈ 11 ciclos de recarga/mês
- 11 × 53 kWh = 583 kWh consumidos da rede
- 583 × R$ 0,75 = R$ 437 de energia elétrica/mês
- Diesel: 0 L
| Item | Big boom diesel pura | Dingli BA36HRT (com tomada) | Diferença |
|---|---|---|---|
| Diesel consumido | 600 L | 0 L | -600 L |
| Custo diesel (R$ 6,15/L) | R$ 3.690 | R$ 0 | -R$ 3.690 |
| Energia elétrica | — | R$ 437 | +R$ 437 |
| Manutenção exclusiva do motor | R$ 152 | R$ 0 | -R$ 152 |
| Total mensal | R$ 3.842 | R$ 437 | R$ 3.405 economizados |
Em 12 meses: R$ 40.860 de economia em um único equipamento.
Cenário 2 — Canteiro sem ponto elétrico (modo gerador)
Obra remota, canteiro mato, frente de serviço isolada. Não tem tomada industrial disponível, ou ela existe mas não é prática (longe demais, sobrecarregada por outras cargas). A BA36HRT carrega a bateria com o próprio motor diesel atuando como gerador.
Para repor os 53 kWh utilizáveis a cada ciclo de 8,8h de operação, o motor Deutz precisa consumir ~15,4 L de diesel em modo gerador. Operação em 100h/mês:
- 11 ciclos × 15,4 L = ~169 L de diesel/mês (vs 600 L da big boom diesel pura)
- 169 × R$ 6,15 = R$ 1.039 de diesel/mês
| Item | Big boom diesel pura | Dingli BA36HRT (modo gerador) | Diferença |
|---|---|---|---|
| Diesel consumido | 600 L | 169 L | -431 L |
| Custo diesel (R$ 6,15/L) | R$ 3.690 | R$ 1.039 | -R$ 2.651 |
| Manutenção exclusiva do motor | R$ 152 | R$ 51 | -R$ 101 |
| Total mensal | R$ 3.842 | R$ 1.090 | R$ 2.752 economizados |
Em 12 meses: R$ 33.024 de economia — sem nenhum ponto elétrico no canteiro. O motor diesel da híbrida roda muito menos (só em modo gerador, ~3-4 horas por ciclo de 8,8h), por isso a manutenção exclusiva da combustão também cai proporcionalmente.
Cenário 3 — Operação mista (50% tomada + 50% gerador)
Cenário realista pra boa parte das obras: o canteiro tem tomada disponível em algumas semanas, em outras o trabalho é em frente isolada. Ou parte do turno é em zona com acesso, parte sem.
Operação em 100h/mês, dividida 50/50:
- 50h em modo tomada: ~6 ciclos × 53 kWh = 318 kWh × R$ 0,75 = R$ 239 de energia elétrica
- 50h em modo gerador: ~6 ciclos × 15,4 L = 92 L × R$ 6,15 = R$ 566 de diesel
| Item | Big boom diesel pura | Dingli BA36HRT (misto) | Diferença |
|---|---|---|---|
| Diesel consumido | 600 L | 92 L | -508 L |
| Custo diesel | R$ 3.690 | R$ 566 | -R$ 3.124 |
| Energia elétrica | — | R$ 239 | +R$ 239 |
| Manutenção exclusiva do motor | R$ 152 | R$ 25 | -R$ 127 |
| Total mensal | R$ 3.842 | R$ 830 | R$ 3.012 economizados |
Em 12 meses: R$ 36.144 de economia.
Faixa anual consolidada
| Cenário | Economia mensal | Economia anual |
|---|---|---|
| Com tomada (modo ideal) | R$ 3.405 | R$ 40.860 |
| Misto 50/50 | R$ 3.012 | R$ 36.144 |
| Sem tomada (modo gerador) | R$ 2.752 | R$ 33.024 |
A leitura é direta: mesmo no pior cenário (sem ponto elétrico nenhum no canteiro), a BA36HRT economiza mais de R$ 33 mil por ano em combustível e manutenção do motor diesel. Com tomada disponível, salta pra R$ 40 mil/ano.
O que muda no canteiro?
A presença de ponto elétrico no canteiro vira o diferencial operacional, não pré-requisito. A diferença entre cenário ideal e cenário gerador é de ~R$ 650/mês — relevante, mas não desclassifica a híbrida em obra sem tomada.
Em prática:
- Tem tomada industrial 220V no canteiro? Operação 100% elétrica na maioria dos turnos. O motor diesel só liga em emergência ou pico de demanda. Manutenção do motor estendida em ordem de magnitude.
- Tem tomada 380V trifásica? Recarga em 3-4h (almoço cobre, ou troca de turno). Possibilidade de operação 16h/dia em elétrico com duas recargas.
- Sem tomada nenhuma? Modo gerador. Ainda economiza R$ 2.752/mês, com motor rodando ~30-40% do tempo da operação (vs 100% da diesel pura).
Essa última informação é o que confunde o cliente que olha a máquina como "diesel que economiza". Não é. É elétrica com diesel de apoio.
Como a manutenção extra entrou na conta
Motor diesel exige troca de óleo a cada 250 horas em uso pesado: óleo, filtro de óleo, filtro de ar, filtro de combustível e mão de obra somam ~R$ 380 por troca. Distribuído por hora de motor rodando, dá aproximadamente R$ 1,52/h de manutenção exclusiva da combustão.
Aplicamos esse custo proporcionalmente às horas em que o motor diesel da híbrida efetivamente roda (zero no cenário 1, ~33h/mês no cenário 2, ~17h/mês no cenário 3). Não entram aqui custos eventuais (bicos injetores, bomba, embreagem): se eles aparecem, a economia da híbrida cresce.
Por que a BA36HRT consome tão menos? A engenharia por trás
Não é mágica. São quatro decisões de projeto que se somam:
1. Motor pequeno, usado pouco. A diesel pura usa motor de 55 a 75 kW rodando o turno inteiro. A BA36HRT também tem motor de 55 kW, mas ele só liga em modo gerador para recarregar a bateria — fica desligado em grande parte da operação. E quando liga, opera em rpm de carga ótima de gerador (consumo específico próximo do mínimo da curva).
2. Bateria grande e específica. 62 kWh de lítio é bateria de boom lift de verdade. Sustenta o ciclo completo de elevação, rotação de torre, jib e plataforma giratória sem acionar o diesel. Profundidade de descarga 85% preserva a vida útil em milhares de ciclos.
3. Sistema hidrostático Rexroth. Acionamento hidrostático eletricamente comandado é mais eficiente que transmissão mecânica convencional para o ciclo característico de boom lift (muita parada, muita variação de carga). Menos perda no caminho da energia até o cilindro.
4. Recarga em rede zera o diesel. Esse é o ponto que a comparação simples ignora. A diesel pura não tem opção de recarga em tomada — o motor diesel é a única fonte. A híbrida, plugada no canteiro, opera com custo de energia de rede (R$ 0,75/kWh) em vez de custo de diesel (R$ 6,15/L). Em kWh equivalente, o diesel custa 3 a 4 vezes mais que a rede elétrica.
Os custos invisíveis do diesel que não entram na planilha
O número de R$ 2,7 a R$ 3,4 mil/mês de economia é só a parte óbvia. Tem três custos que aparecem no contrato e na operação:
Multa de ruído urbano. São Paulo, Rio, Belo Horizonte e várias capitais têm leis de poluição sonora que pegam canteiro de obra. Big boom diesel em operação urbana noturna ou em zona residencial sensível pode gerar multa por evento. Híbrida operando em modo elétrico passa abaixo do limite. Em modo gerador, com motor rodando 30% do tempo, ainda reduz drasticamente o tempo de emissão acústica.
ESG escopo 3 do cliente. Construtora, indústria, varejo e órgão público cada vez mais cobram pegada de carbono do fornecedor. Cada litro de diesel queimado entra no escopo 3 do cliente. Em licitação pontuada por critério ambiental ou em contrato com cláusula ESG, a frota híbrida vira diferencial mensurável. O artigo plataforma elétrica e ESG: como reduzir emissões e ruído na obra tem o detalhe da documentação que se entrega.
Tempo de motor parado para manutenção. Troca de óleo, filtros, eventual reparo de bomba ou bico. Híbrida com motor rodando 0-40% do tempo tem ciclo de manutenção do motor estendido na mesma proporção — menos paradas, menos custo de logística.
Quando ainda vale ficar com diesel pura?
Honestidade técnica: nem sempre a híbrida vence. Três cenários onde a diesel pura ainda faz sentido:
Frota antiga já paga. Big boom diesel quitada, com mais 3-5 anos de vida útil e baixo horímetro: trocar agora pela híbrida pode não fechar o ROI. O custo evitado de capital pesa mais que a economia operacional. A conversa muda quando a máquina precisa de overhaul ou na hora da renovação.
Uso muito esporádico (abaixo de 30h/mês de operação). Em uso muito leve, o valor absoluto da economia mensal cai e o break-even fica longe. Para serviço pontual de poucas horas/mês, locação pontual de qualquer motorização resolve sem virar projeto.
Obra totalmente isolada, sem ponto elétrico nenhum, com diesel barato em regime de longa duração. Cenário raro no estado de São Paulo, mais comum em obra remota. Mesmo aí, a híbrida em modo gerador ainda tem vantagem em manutenção e ruído — o cálculo precisa ser feito caso a caso.
Fora desses três casos, na faixa de 36m, a híbrida quase sempre fecha melhor.
Como decidir agora — checklist de 3 perguntas
- Qual o horímetro mensal real da sua máquina ou da sua locação atual? Se passa de 50h/mês de operação, a economia já é significativa. Se passa de 100h, é economia de 4 dígitos por mês.
- O canteiro tem tomada industrial disponível? Se sim, a híbrida opera em modo praticamente elétrico e a economia é máxima. Se não, ela ainda economiza R$ 2,7 mil/mês em modo gerador.
- A máquina atual é própria e quitada com vida útil sobrando? Se sim, planeje a transição na próxima renovação. Se não, a híbrida fecha agora.
Quem respondeu sim para a 1 e não para a 3 — a conta já está fechada, com ou sem tomada.
A Almape tem a Dingli BA36HRT na frota e dimensiona o cálculo para o seu cenário real (seu horímetro mensal, presença ou não de ponto elétrico no canteiro, seu preço de diesel local, sua tarifa de energia), entregando a estimativa em planilha aberta. Sede em Embu das Artes/SP, atendimento num raio de 150 km da capital — São Paulo, Grande SP, Campinas, Sorocaba, Vale do Paraíba e Baixada Santista. Locação e venda.
Quer ver a planilha desse cálculo com o seu horímetro real, presença de tomada no canteiro e o preço do seu diesel? Fale com a Almape Plataformas e receba o comparativo personalizado da Dingli BA36HRT versus a sua big boom diesel atual.
FAQ
A BA36HRT precisa de ponto elétrico no canteiro?
Não obrigatoriamente. Com tomada industrial 220V, ela opera em modo praticamente 100% elétrico (recarga overnight) e a economia chega a R$ 3.405/mês. Sem tomada, o motor Deutz vira gerador e recarrega a bateria pontualmente — ainda economiza R$ 2.752/mês versus uma big boom diesel pura. Tomada é diferencial, não pré-requisito.
Quanto tempo a bateria de 62 kWh dura?
Em uso típico de canteiro (subida, descida, posicionamento, jib, deslocamento lento), o consumo médio estimado é de ~6 kWh/h. Considerando 85% de profundidade de descarga (~53 kWh utilizáveis, padrão lítio industrial), a bateria sustenta ~8 a 9 horas de operação contínua. Em ciclo mais leve (só elevação, sem deslocamento longo), pode chegar a 10h. Estimativa: a Dingli não publica kWh/h da BA36HRT.
Quanto tempo demora pra recarregar a bateria?
Padrão do segmento de boom lift híbrido: ~8 horas em tomada 220V monofásica industrial (carregador onboard ~7-8 kW) e ~3,5 horas em tomada 380V trifásica. Cobre overnight tranquilamente e, em obras com 380V, dá pra fazer recarga no almoço pra dobrar a jornada elétrica.
Quanto diesel a BA36HRT consome em modo gerador?
O motor Deutz TD2.9 L4 (55,4 kW) tem consumo específico em regime ótimo de gerador na faixa de 240 g/kWh (~0,29 L/kWh elétrico produzido), consistente com a curva pública da família TCD 2.9. Pra recarregar os 53 kWh utilizáveis da bateria, são ~15,4 litros por ciclo completo de 8-9h de operação. Em 100h/mês sem tomada, dá ~169 L/mês — versus 600 L de uma big boom diesel pura. Aplicação específica na BA36HRT pode variar ±10%.
Como o cálculo da energia elétrica foi feito?
Tarifa de R$ 0,75/kWh, média ponderada nacional da classe industrial baixa/média tensão em 2026, referência consolidada ANEEL/EPE. A tarifa real varia por distribuidora, bandeira e modalidade tarifária (verde, azul, branca). Pra precisão de planilha, vale puxar a fatura real do canteiro — em geral fica entre R$ 0,60 e R$ 0,95/kWh.
Por que vocês não usam 200 ou 240 horas como na ficha técnica de jornada?
Porque big boom alugada não tem motor ligado 200h por mês. Os benchmarks consolidados (United Rentals e Ashtead em filings 10-K e 20-F públicos, IPAF Powered Access Rental Market Report, EquipmentWatch Annual Utilization Reports) convergem em 700 a 1.200 horas/ano de operação efetiva para boom lift telescópica grande porte — ~60 a 100h/mês em média, com pico de 140-180h/mês em obra de estrutura metálica. Este artigo usa 100h/mês como cenário-base por estar no centro da faixa do benchmark.
Qual a diferença entre horas alugadas e horas de operação efetiva?
Hora alugada é hora que o equipamento está na obra sob contrato. Hora de operação efetiva é hora que a máquina está consumindo combustível (diesel) ou energia (kWh). Em boom lift telescópica, a relação típica é de 40 a 60% de operação efetiva por hora alugada — máquina passa boa parte do dia posicionada, em pausa, em deslocamento manual ou em espera. O cálculo de economia só faz sentido sobre hora de operação efetiva.
Qual o consumo médio de uma big boom diesel pura de 36-40m?
Faixa de 5 a 8 L/h em uso típico de obra (ciclo misto), considerando apenas as horas em que o motor está efetivamente ligado. Modelos como Genie S-125, JLG 1350SJP e Haulotte HT43 RTJ ficam dentro dessa faixa. Para o cálculo deste artigo usamos 6 L/h como média ponderada conservadora.
Por que usar R$ 6,15/L de diesel se o posto pode estar mais caro?
Para não inflar a economia. Em junho de 2026 o diesel S10 no Brasil pratica faixa de R$ 6,15 a R$ 6,80/L conforme ANP. Usar o piso da faixa garante que o cálculo seja defensável mesmo no cenário mais favorável à diesel pura. Em diesel mais caro, a economia da híbrida cresce.
Qual o ROI da troca de diesel pura por híbrida na big boom 36m?
Depende da diferença de diária entre as duas, do horímetro mensal, da presença de ponto elétrico no canteiro e do prazo de contrato. Em locação, a Almape calcula caso a caso — em vários contratos de uso médio (100h/mês de operação), o pagamento da diferença de diária se dá entre 8 e 18 meses, com economia limpa a partir daí.
A Almape entrega a BA36HRT na minha cidade?
Sim. Sede em Embu das Artes/SP com atendimento num raio de 150 km — São Paulo capital, Grande SP, Campinas, Jundiaí, Sorocaba, Indaiatuba, São José dos Campos, Mogi das Cruzes, Santo André, São Bernardo, Guarujá, Santos e demais cidades da Baixada Santista.
Nota metodológica: A utilização mensal usada nos cenários reflete benchmark consolidado do setor (IPAF Powered Access Rental Market Report; ARA Rental Market Metrics; EquipmentWatch Annual Utilization Reports; filings públicos 10-K United Rentals e 20-F Ashtead Group). O consumo elétrico estimado em 6 kWh/h é baseado em literatura técnica de hybrid boom lifts (faixa 4-7 kWh/h conforme ciclo); a Dingli não publica este valor para a BA36HRT. O consumo específico do motor Deutz TD2.9 em modo gerador (~240 g/kWh, ~0,29 L/kWh) reflete a curva pública da família TCD 2.9 em regime ótimo de genset; aplicação específica pode variar ±10%. Tempo de recarga (8h em 220V, 3,5h em 380V) é padrão do segmento de boom lift híbrido. Tarifa de R$ 0,75/kWh é média ponderada classe industrial Brasil 2026 (referência ANEEL/EPE); valor real varia por distribuidora e modalidade. Para a sua frota específica, o cálculo defensável é sempre o histórico do seu próprio horímetro mensal com a tarifa real do seu canteiro. A Almape entrega a planilha aberta para você rodar com os seus números.